sexta-feira, 18 de novembro de 2011

João Henrique Areias deixa o Mep

O publicitário João Henrique Areias anunciou hoje seu desligamento oficial do Mep ou PGE (sei lá on de começa a coisa e termina a outra!!). Criador da instituição que pretendia unir as diferentes correntes do esporte da cidade, Areias revelou no e-mail as razões de sua saída.
Mep, PGE ou sei lá o que agora concentrará as suas forças na parceria com a Liga Petropolitana de Desportos. Adquiriram a Estácio de Sá, que virou Imperial e se montou um time de futsal chamado Imperial FC.
O curioso neste e-mail é a respeito da declaração sobre a questão de receitas. Recentemente, se contratou Paulo Mussalém, atual técnico do Carlos Barbosa e se adquiriu a Estácio de Sá.
Eis a nota oficial de João Henrique Areias, um dos homens mais conceituados do país no marketing esportivo:
" No último dia 14 de novembro, fui chamado para uma reunião com o sócio da Allen Informática, Frederick Pires, também diretor e sócio da PGE – Petrópolis Gestão Esportiva, que por ordem do Sr. Claudio Roche, informou-me que eu estava dispensado da empresa. Além dos Srs. Claudio Roche e Frederick Pires, o Sr. Michael Stranch (também sócio da Allen), faz parte da PGE, coordenadora e precedida pelo MEP – Movimento Esportivo de Petrópolis, que iniciou o ano apoiando o Serrano FC e a equipe de atletismo Pé de Vento (ambas excluídas do projeto esportivo antes do primeiro ano de contrato) e que, recentemente, criou o Imperial Futebol e o Imperial Futsal.

O Sr. Frederick Pires, justificou a dispensa em razão das despesas estarem superando as receitas.
Tal decisão me pegou de surpresa, sendo a primeira vez que sou dispensado de uma organização, desde que comecei a trabalhar com 15 anos na fábrica de calçados Lusitos (MC de Pinna Cabral) em Itaipava –Petrópolis (RJ). Depois fui para o Rio de Janeiro trabalhar no grupo Tristão – exportadores de café, de onde sai para a IBM do Brasil, onde trabalhei por 13 anos de 1975 à 1987. Desde então venho trabalhando com o esporte com vários cases de sucesso desenvolvidos, como por exemplo a viabilização do Clube dos 13, com a criação e comercialização da copa União 87.
O projeto de patrocínio esportivo, vinha sendo desenvolvido normalmente, com algumas perspectivas de fechamento de contratos, mesmo com a instabilidade gerada com a saída repentina do Serrano e Pé de Vento, o que prejudica as relações com o mercado.
Existem pendências a serem acertadas com a minha saída, à principio não reconhecidas pelo Sr. Fred, mas tenho a certeza que serão equacionadas com o Sr. Claudio Roche, no decorrer da semana que vem, já que foi ele quem me fez o convite em Dezembro de 2010 e que implicou na mudança da minha família para Petrópolis.
Agradeço aos meus colaboradores diretos, parceiros, empresários, autoridades e jornalistas com quem, neste período, mantive relacionamento profissional que agregou valor à minha experiência profissional.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fim da linha para a importante equipe de atletismo: PGE não será mais a investidora da equipe Pé de Vento

Vamos reproduzir o texto abaixo, enviado pela assessoria do Mep sobre o fim da parceria do braço financeiro da instituição com a equipe de atletismo Pé de Vento:

" Após 11 meses de parceria, a Petrópolis Gestão Esportiva (PGE) não será mais a investidora da equipe de atletismo Pé de Vento. A empresa não irá mais ficar responsável pelo pagamento de salário dos atletas, nem por custear viagens, estadias, a parte de marketing e comunicação dos atletas.
O atletismo é um esporte muito difícil de se obter recursos. Chegamos a pleitear reuniões com alguns promotores sem sucesso, para que passem a pagar um percentual da receita, às equipes de alto rendimento, provenientes dos direitos de transmissão, dos patrocinadores e da taxa de inscrição, tendo em vista que estes ficam com o lucro da prova, porém não obtivemos sucesso.
Mesmo com os resultados obtidos pela equipe, é difícil mantê-la. A Pé de Vento é uma equipe vitoriosa e possui um dos melhores técnicos de atletismo do país. No entanto, isto não é suficiente para buscarmos os recursos necessários junto às iniciativas pública e privada.
A PGE reconhece a importância da equipe petropolitana, que obtém resultados a nível nacional e internacional, e desenvolve um excelente trabalho através do conceituado treinador e fundador da equipe, Dr. Henrique Viana.
Agradecemos os resultados que foram obtidos pela equipe durante a parceria e lamentamos que esta tenha chegado ao fim."

Depois de 12 anos, o Serrano chega a uma final

Aos trancos e barrancos, o Serrano chegou à final do Campeonato Estadual de juniores após vencer a ADI, por 4 a 1 e agora encara o Goytacáz neste domingo, em local ainda não sabido.
A última vez que o Serrano decidiu um título estadual foi em 1999. Naquele ano, em dois jogos decisivos do Campeonato Estadual da Segunda Divisão derrotou o Macaé Sports, por 1 a 0.
Digo aos trancos e barrancos porque, como todo mundo sabe, o clube perdeu seu patrocinador às vésperas de sua estreia na competição.
E, em campo, a garotada petropolitana fez toda a diferença, principalmente o atacante Ramon, autor de dois dos quatro gols do azul e branco.
Não creio muito que o título estadual fique em Petrópolis. Me baseio na campanha que o adversário serranista fez e no recente duelo na semifinal, quando o Goytacáz conseguiu uma vitória maiúscula por 4 a 0, em Campos.
Ainda assim, foi uma campanha excepcional dos juniores serranistas.
E caiu por terra também aquela badalação toda que começou há um ano atrás, quando o Mep prometeu em poucos anos levar o Serrano ao Mundial da Fifa.
Com o Mep o Serrano tinha planejamento, dinheiro, mídia e um discreto apoio do Governo Municipal. No Estadual, porém, foi eliminado na segunda fase e de forma vergonhosa.
Sem o Mep, foi diferente. Sem estrutura, com seus dirigentes brigando com todo mundo fora de campo e com falta de patrocinador chegou a final do Estadual de juniores.
Isso merece uma reflexão, principalmente com os entusiastas do Mep ou quem ganha dinheiro com o "movimento".
A opção do Mep em fazer sucesso no futebol foi mais curta: ao invés de subir dentro de campo, preferiram comprar um clube que já está na segunda divisão. Um clube, até agora, sem sede própria.
E por falar no Mep, o mais novo a ser dispensado do chamado "projeto" é a Pé de Vento, que segundo a instituição lamentou não ter podido captar recursos e bancar os atletas quase olímpicos.
O curioso é que tem dinheiro para trazer um técnico de seleção brasileira para o time de futsal, que é Paulo Mussalém. O atual treinador do Imperial Futsal é Ney Marcos, que realiza um excelente trabalho com a equipe e, portanto, seria desnecessário no momento trazer um cara desse peso. Uma injustiça ao meu modo de ver.
Aos poucos, fica claro que o Mep quer fazer negócios, apenas. Não se trata de um movimento solidário que chegou a encantar a todo mundo.
A verdade é que, depois de deixar o Serrano e a Pé de Vento - dois ícones do esporte de Petrópolis -, o melhor agora é investir na imagem da instituição. Nada melhor do que um programa de televisão para isso.
O Serrano, a duras penas, tenta sobreviver e a Pé de Vento, idem.
A pergunta que se faz: quem será o próximo?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Itaboraí no caminho do Serrano na semifinal

A Federação de Futebol do Rio divulgou no fim desta manhã a ordem dos jogos da semifinal do Campeonato Estadual de juniores.
O Serrano vai encarar a Associação Desportiva Itaboraí (ADI) na próxima quinta-feira, às 16 horas no estádio Atílio Marotti. A segunda e última partida que apontará um dos finalistas acontece no domingo, em Itaboraí.
Na outra semifinal, o Goytacáz recebe em Campos o Santa Cruz, também na quinta às quatro da tarde. Neste domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar no Rio de Janeiro.
Para o duelo contra Itaboraí, o técnico Fernando Pessoa não terá o meia Juliano e o lateral Ricardo.
Em compensação, um dos melhores em campo ontem, o atacante Pará, deve ter condições de jogo. Ele foi avaliado hoje e tem boas possibilidades de entrar em campo para a estreia na semifinal.
O elenco ganhou folga e só se reapresenta nesta terça-feira, às três da tarde no estádio Atílio Marotti.
O clima no clube é de muita alegria pela classificação inédita nesta categoria.
Mesmo sem patrocínio ou apoio oficial, o azul e branco se mirou em exemplos como o Universitário (Peru) e no Carapebus (que jogará a elite do futebol carioca em 2012) para fazer uma boa campanha nos juniores.

Classificação inédita é positiva, mas não resolve os problemas do Serrano

Para tristeza de um grupo que não sabe separar a instituição das pessoas, o Serrano conseguiu a tão sonhada classificação para a fase semifinal do Campeonato Estadual de juniores.
A equipe venceu o Duquecaxiense, ontem à tarde em casa por 2 a 0 e ainda foi beneficiado por uma combinação de resultados.
O time de Petrópolis disputará o título contra o Goytacáz (o algoz que impôs a goleada de 4 a 0 na segunda fase), o Itaboraí (ADI) e o Santa Cruz.
Sem querer entrar na questão extra-campo do clube, a garotada serranista foi valente, assegurando um excelente resultado e dissipando o fantasma da eliminação que ainda assombrava o azul e branco, lembranças recentes do fiasco na série C do Campeonato Estadual.
Enfim, uma boa notícia para o futebol petropolitano. Afinal, desde que começou a jogar o sub-20, o Serrano nunca tinha ido tão longe quanto desta vez.
Para quem queria apenas participar do Estadual de juniores para não ser punido pela Fferj, o Serrano foi até longe demais.
Se chegou até aqui, e bem, então por que de não sonhar com o título?
No próximo dia 18, na Fase, será discutido o financiamento do esporte em uma audiência pública, na qual contará com a presença de empresários e gestores esportivos que queiram investir no setor.
Antes disso, porém, haverá um novo encontro do Conselho Municipal do Esporte (CME), este marcado para quinta-feira, à tarde na Casa dos Conselhos, na rua Ipiranga.
Entre os vários assuntos relevantes a serem discutidos está o das cadeiras que estão jogadas no estádio Atílio Marotti.O clube quer uma solução imediata.
Será que essas cadeiras estariam ao relento se o Mep não tivesse rompido a sua parceria com o mais popular da cidade?
O CME vivia dias de reuniões tranquilas, sem polêmicas e cujas resoluções não tem encontrado resistência.
Só que o Serrano quer agitar o encontro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Feriado terá futebol em Petrópolis

O feriado de finados, amanhã, terá bola rolando em vários estádios petropolitanos. Será mais uma rodada dos campeonatos municipais de futebol sub-15 e sub-17. O Cascatinha, em casa, recebe o Carangola que vem fazendo uma excelente campanha nas duas competições. Confira a ordem dos jogos e a arbitragem:
Campeonato Municipal de sub-15
Cascatinha x Carangola - às 9 horas (campo do Cascatinha)
Arbitragem: Luís Alfredo da Silva, Fábio Vilela, Alexandre Caridade e e Cláudio Henrique.
Internacional x Vera Cruz - às 9 horas (campo do Internacional)
Arbitragem: Luciano Mathias, Luciano Demétrio, Suelen Ramos e Kuís Antônio Aguiar.
Laginha x Petropolitano - às 13 horas (campo do Laginha)
Arbitragem: Leonardo de Oliveira, Mário Lisboa, José Luís Neto e Alan Vieira.
Campeonato Municipal de sub-17
Secretário x Petropolitano - às 11h30 (campo do Secretário)
Arbitragem: Marcos Amorim, Vagner Santos, Anderson Barros e Vítor Santos.
Cascatinha x Carangola - às 11 horas (no campo do Cascatinha)
Arbitragem: Cláudio Henrique, Alexandre Caridade, Fábio Vilela e Luís Alfredo da Silva.
Internacional x Vera Cruz - às 11 horas (campo do Internacional)
Arbitragem: Luís Antônio Aguiar, Suelen Ramos, Luciano Demétrio e Luciano Mathias.

"Exílio" para o deputado Marcelo Freixo: como explicar, senhor governador da Copa e da Olimpíada?

Ameaçado de morte por milícias, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) está deixando o país, com sua família em rumo a local desconhecido.
Amparado pela Anistia Internacional, Freixo tomou a decisão de abandonar o Brasil porque não se sente mais seguro permanecer no estado onde o povo carioca e fluminense o escolheram para ser um de seus representantes da Assembleia Legislativa.
A escolta designada para lhe dar proteção já não é o bastante para o deputado se sentir mais seguro. Isto porque, se intensificaram nos dois últimos meses as ameaças contra a vida do político.
Coincidência ou não, em agosto numa reunião com representantes de torcida, jornalistas e outros envolvidos no "outro lado" da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, Marcelo anunciou que tem (ou tinha) a intenção de se candidatar à prefeito do Rio.
Depois disso, as ameaças contra a sua vida e de sua família aumentaram consideravelmente.
Imagino que o governador do Rio, Sérgio Cabral, deva estar preocupado com isso.
Afinal, tem um mês atrás uma juíza de Niterói foi assassinada covardemente, em um crime atribuído a policiais militares. É o segundo caso consecutivo em que o crime vence a quem o combate.
Para mim, é fato: Marcelo Freixo é o primeiro exilado político desde o fim da pavorosa ditadura militar que o país viveu por mais de 20 anos.
Já imaginou o deputado ser eleito prefeito ou governador do Rio? Muita gente não ia gostar muito, na minha opinião.
A imagem do Brasil lá fora, com o exílio de Marcelo Freixo, será afetada pela falta de segurança aos cidadãos comprometidos com o bem estar da sociedade e contra a corrupção edêmica que assola o país.
Somos um Brasil que não conseguimos mais dar proteção a uma das poucas pessoas de bem que o Rio de Janeiro ainda tem na política.
É o fim.