segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Como a saúde faz toda a diferença
Pelo menos, tive no sábado a boa notícia sobre a recuperação do ex-craque, médico e comentarista Sócrates, deixar o hospital após nove dias internado por causa de uma hemorragia no estômago.
Sócrates está bem, mas terá que levar uma vida mais regrada. Por enquanto, uma rígida dieta e nada de bebida alcóolica.
Tive a oportunidade de viajar com Sócrates em 1998, quando fomos a Itália, Tunisia e a Líbia. Durante o tempo que pude passar ao lado dele, aprendo muitas coisas.
O ex-jogador que começou no Botafogo de Ribeirão Preto e fez história no Corinthians e Flamengo, além da seleção brasileira.
Antes de tudo, Sócrates é um revolucionário nato. Esteve na campanha pelas "Diretas Já" e ajudou a fundar a democracia corintiana.
Mas o fim e semana que passou foi muito ruim, em um outro aspecto.
No domingo, o técnico do Vasco, Ricardo Gomes, se sentiu mal no clássico carioca no Engenhão. E teve um AVC, que o deixou em estado de coma.
Logo ele, Ricardo Gomes, que estava vivendo talvez o seu melhor momento como técnico de futebol. Pegou um Vasco desfacelado após a demissão de PC Gusmão, um time que perdia para todo mundo. Deu seu jeito e até levou a equipe a final da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca), e perdeu nos pênaltis para o rival Flamengo.
Em seguida, Gomes montou o seu esquema que levou o Vasco a conquista da Copa do Brasil, depois de 11 anos sem levantar um troféu de nível nacional.
O treinador pôs também os vascaínos entre os melhores do primeiro turno do Brasileirão. Mas aí veio o acidente vascular cerebral que agora coloca sua vida em risco.
Toda torcida do mundo pela pronta recuperação do técnico.
No domingo, um dos maiores dirigentes de futebol que conheci na minha vida se foi: trata-se de Hilário Gonzales Sobrinho, que depois de tanto sofrimento morreu à tarde.
Hilário era fantástico, um baita de dirigente que soube representar muito bem os interesses do seu clube.
Meus pêsames à família de Hilário.
sábado, 27 de agosto de 2011
Pec perde e vê classificação mais distante
Ainda que o Pec dependa ainda só de si para se classificar, a situação se mostra pra lá de complicada para o elenco que é comandado por Cupim.
Necessita derrotar a Intelli/Orlândia, em São Paulo para seguir adiante na competição.
Contudo, a julgar pelos resultados obtidos nas últimas rodadas, só mesmo sendo muito otimista para crer que o Poker/Pec vai atingir seu objetivo, marcado para o dia 8 de setembro.
Para quem contratou Lenísio e mantém Vander Carioca, é muito pouco.
Para 2012, é, antes de tudo, preciso que o Poker/Pec tenha um técnico à altura das contratações feitas pela diretoria.
Do jeito que está, não chegará a lugar algum.
Abaixo, o realese enviado pela jornalista Cláudia Mendes, assessora de imprensa do Pec sobre o jogo de ontem.
Dependendo de suas próprias forças, o Poker/PEC continua bem vivo na Liga Futsal 2011. O time perdeu para a Hipper Freios/Unisul por 4 a 2 (Maicky, Thiago Bolinha, Acco e Canabarro para os catarinenses, com Vander Carioca e Bruno descontando para os petropolitanos), na noite desta sexta-feira (26), no Ginásio Salgadão, em Tubarão (SC).
Apesar da derrota, o Poker/PEC precisa de uma vitória simples contra a Intelli/Orlândia (dia 8/9) para passar à fase de quartas-de-final da competição. Com a vitória do São José sobre a Intelli por 6 a 4, a equipe de São José dos Campos já garantiu a primeira vaga do Grupo C, com dez pontos.
A Intelli permanece com oito pontos. O Poker/PEC, vencendo no próximo jogo terá a segunda vaga, já que também chegaria ao oitavo ponto. O primeiro critério de desempate é o confronto direto na segunda fase. Como a primeira partida entre as duas equipes terminou empatada em 5 a 5, quem vencer fica com a vaga. A Intelli joga pelo empate.
A história da partida poderia ter sido outra, caso o Poker/PEC tivesse assinalado todas as chances que teve no início da partida. Mais uma vez, pecou nas finalizações. Mas a Unisul abriu 2 a 0, placar do primeiro tempo.
Na segunda etapa, os petropolitanos continuaram pressionando e jogando bem. No entanto, o time da casa fez 3 a 0. Depois da entrada de Pelé como goleiro-linha, Bruno assinalou para o Poker/PEC, que continuava a pressão. Num contra-ataque, a Unisul fez 4 a 1. Vander Carioca ainda marcou o segundo gol petropolitano. Mas não evitou a derrota.
O ala Bruno, autor de um dos tentos do Poker/PEC, resumiu o pensamento do grupo em busca da vaga para a próxima fase da Liga Futsal. Segundo o jogador, é como se a competição começasse agora.
– A gente tem de zerar tudo. Dependemos de nossas forças para conquistar a vaga. São quinze dias até o jogo com a Intelli. Tempo para a gente continuar focando no objetivo, treinar bastante e manter o otimismo. O time está vivo na competição. Isso é o que importa.Hoje é o Dia do Psicólogo
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O contra-ataque pela rede social
Dias depois da campanha deflagrada pelo vereador Wagner Silva, este contrário ao plano de se construir um estádio municipal, em Itaipava na rede social Facebook, foi a vez de um dos membros do Conselho Municipal do Esporte contra-atacar.
No tópico, Bruno Souza afirma que existe um vereador que faz parte do Conselho Municipal do Esporte - no caso é o Wagner - responsável por críticas aos projetos, sem ir lá nas reuniões para saber o que está acontecendo.
É justa a crítica de Bruno Souza, afinal de contas, é legal saber com maior profundidade o que está sendo discutido ali, no Conselho Municipal do Esporte.
Por outro lado, estes mesmos projetos já são conhecidos, com ênfase ao Plano Municipal do Esporte (cujo projeto inicial era do vereador em questão) e outros detalhes que cercam o desporto municipal.
Essa discussão é muito boa. Esperamos que ela dê algum resultado prático que venha a beneficiar o desporto municipal.
Não quero acreditar que o esporte entre na linha de tiro de uma disputa voltada para as eleições municipais de 2012.
Eu só sei que já escolhi o time que vou torcer pelo Campeonato Estadual de futsal deste ano: o Imperial Futsal.
Digo isso porque, na eventualidade da equipe não conquistar o título, temo pelo futuro do próprio trabalho, que me parece muito bom e que tem como objetivo (acho eu) de aproveitar o crescimento deste esporte na cidade, que teve como estimulador o Poker/Pec.
Afinal, com o Serrano aconteceu isso. E nem quero voltar à história da equipe Armadda/Adventure de 2008....
Não quero crêr de achar que a montagem do Imperial Futsal ocorreu por vaidade, já que se comenta nos bastidores que, como o Pec se recusou a fazer parte do Mep, decidiu-se fazer seu próprio time de futsal.
Quem dera que outros esportes como o handebol (que já revelou jogadores até para a seleção brasileira), o vôlei (Petrópolis foi campeão estadual em 2001) e o basquete tivessem os mesmos investimentos do futsal.
A verdade é que, tudo que ocorre neste ano, só serviu para aprofundar uma divisão bem clara no desporto municipal: os que apoiam o Mep e os que estão em desacordo.
Não sei quem ganha com isso. Só sei quem está perdendo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Pec tem jogo de vida ou morte amanhã
O Poker/Pec tem um importante jogo amanhã, às 20h15 no ginásio Salgadão, em Tubarão, Santa Catarina diante da Unisul. É o seu penúltimo jogo na segunda fase da Liga Nacional de futsal.
A vitória será essencial para manter a chance de classificação para a próxima fase.
O bom do jogo lá em Santa Catarina é que o adversário está praticamente fora da disputa por uma das duas vagas para a próxima fase.
Já o aspecto ruim é que o Poker/Pec tem jogado mal fora de casa, fato este reconhecido até pelo presidente do clube-empresa, Norberto Mello.
Há um outro ponto importante da partida: se empatar ou perder, dará adeus na Liga Nacional de futsal. E aumentará a pressão por título no Campeonato Estadual, que começa para os petropolitanos no dia 3 de setembro, contra o Caer no ginásio da UCP.
Afinal, o Pec completa 10 anos em dezembro.
Com o desfalque certo de Lenísio, o time que está sendo dirigido por Cupim terá que fazer o resultado.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Rede social se manifesta sobre a construção de estádio
Enfim, a sociedade petropolitana se manifestou a respeito da possível construção de um estádio municipal no distrito de Itaipava.
Foi na sede social Facebook, que teve um tópico aberto pelo vereador governista, Wagner Silva, que procurou saber a opinião das pessoas a respeito do empreendimento.
Foi quase unânime: as pessoas que se manifestaram foram contrárias ao projeto do governo. Isso mesmo. Depois do prefeito Paulo Mustrangi ter dito, na Câmara Municipal, que o município não daria um níquel sequer a aquilo, ninguém parece ter acreditado.
Há alguns detalhes que, no mínimo, são curiosos a respeito da popular página da rede social.
Um importante dirigente do Petropolitano disse ser contra a construção, apesar de um diretor de futebol do clube ter ido à tevê ressaltando a importância de se ter um espaço esportivo de grandes proporções.
Um ponto importante - e que eu concordo - é sobre o momento escolhido para se fazer um estádio. Afinal, Petrópolis carece de recursos para melhorar a qualidade de vida da população, e fazer estádio, me perdoem, não é uma prioridade no momento.
Como pensar em Copa e Olimpíada se a cidade mantém o regime de calamidade pública, por causa das chuvas de janeiro passado?
A realidade tem mostrado que está cada vez mais difícil aos projetos olímpicos. O ambiente para fazer negócio está ruim e o governo está queimando seu filme.
Não sei se o Mep pode recuperar a sua imagem positiva conquistada com as parcerias costuradas desde novembro passado. Acredita-se que terá de fazer muito mais daqui para frente para convencer a sociedade de que é um parceiro do bem, e que deseja profissionalizar alguns esportes, elevando a condição esportiva da cidade perante o país e o exterior.
Nem se o Imperial Futsal contratasse, de uma só vez Vander Carioca, Lenísio e Vinícius (os três do time de futsal Pec), seria o bastante para ganhar popularidade atualmente.
O Conselho Municipal do Esporte, como previsto, apóia a construção do estádio em Itaipava. O negócio é saber se continuará mantendo sua posição, mesmo com a reação aparentemente negativa de vários setores da sociedade, e não apenas do esporte.
Por ironia, Wagner Silva postou no Facebook uma imagem da campanha contrária ao estádio. É copiada do projeto da Lei Seca, do deputado Hugo Leal, o mesmo que prometeu ajudar os clubes quando estava em campanha eleitoral.
Com um aliado como esse, quem precisa de oposição?
Mustrangi pôs um ponto final na "Novela das Cadeiras"
Mustrangi afirmou que as cadeiras ficarão com o clube mais popular de Petrópolis.
Havia boatos que estas cadeiras poderiam ter um outro destino. E não vão nem mesmo para o ginásio da UCP, no Bingen. O Petrópolis Esporte Clube (Pec) havia feito um requerimento junto à secretaria estadual de esportes solicitando duas mil delas. Até agora, não houve nenhuma resposta.
Agora a polêmica está em torno da construção de um estádio municipal, em Itaipava em um terreno de proteção ambiental.
O prefeito disse aos vereadores que nenhum centavo do município será colocado no empreendimento.
Há, contudo, um foco de resistência entre alguns vereadores. Nada que seja resolvido e, enfim, todos aprovem a medida em caráter de urgência para tão logo desaproprie o terreno para a construção do estádio.
O curioso é que, assim como aconteceu com a aprovação do projeto que altera a Lei Orgânica na ampliação da secretaria de esportes, tudo isso não estava sendo levado ao conhecimento do público, até a Tribuna de Petrópolis desnudar o projeto e a construção do estádio.
Se o jornal não tivesse dado destaque as duas manobras silenciosas, era certo que tudo seria aprovado. Sem qualquer alarde. É claro com a cumplicidade dos vereadores.
Sobre o estádio, acho que se a iniciativa privada o fizer, será de muito bom agrado termos mais uma opção esportiva na cidade. O Serrano já até disse que quer jogar lá, apesar de ter o seu próprio estádio.
Já com relação a alteração na Lei Orgânica, o projeto não é lá essas coisas. É um apanhado de informações colhidas da imprensa, mais alguns detalhes técnicos de mudanças na constituição da secretaria (que aumentaria o número de funcionários também) e aspectos pedagógicos, que digamos são excelentes.
Só que demonstra, naquele projeto, o desconhecimento mais profundo da história e a cultura esportiva da cidade.
Só o fato de ter diminuído a importância do caratê, como foi revelado na audiência pública promovida pela secretaria de esportes com a sociedade, demonstra claramente isso.
